Li o nome em algum lugar…
E quase instantaneamente já me encontrava na maca imobilizado. Atados meus braços e pernas. Minha cabeça fixada em um cabresto sólido. A boca silenciada pelo estofamento de uma matéria fibrosa. Sentia frio, enclausurado entre as paredes brancas do quarto. Os olhos se moviam de maneira irregular para todos os lados. Meus ouvidos me delatavam o absoluto silêncio interrompido apenas pelo pulsar frenético no meu peito. E eles entraram. Duas figuras assépticas movendo-se aos passos, carregando partes trincolejantes de um aparelho. Cada qual em cada lado meu eles conectaram uns aos outros os instrumentos. Fios, bastões, lâminas metálicas associaram uma potente bateria ao meu cérebro. Me debati impotente ao sentir o liso frio dos polos cada qual em cada lado da minha cabeça, nas minhas têmporas…
E ri chorei do meu acesso de insanidade desespero. Sozinho ao encarar a palavra todo eu me submeti ao tratamento terrível. E entre soluços e engasgos senti qualquer espécie de alívio. A eletroconvulsoterapia já havia funcionado
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