Reparei o farfalhar das folhas de uma árvore.
O tons de verde, cima, baixo, das folhas
se contorcendo em uma amálgama vital
Como se pegassem um fogo invisível.
.
Eu exalava a fumaça, ela rodopiava.
O mesmo vento que soprava as folhas
Era o mesmo que tratava de dissipar a fumaça.
Essa não tinha a mesma sorte das folhas
Ambas se retorciam, mas só as folhas mantinham-se intactas.
.
Enquanto exalava o último suspiro do meu cigarro
Joguei-lhe a bituca no chão e pisei em cima.
Um rato passou na base da árvore
Correndo rumo a algum bueiro.
.
O vento cessou. A contemplação acabou. Voltei-me à vida.
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