Nasceu para estar entre os dedos, para ser manipulado, manuseado, queimar com nobreza. Quando me invade, entra-se, sai-se, deixando em mim o rastro de toda imprudência, oh criança perversa, Ai de mim! quando há de ti em mim. Ai de mim! na sua falta!
Nasceu para aquecer pensamentos, concentra o homem em sua própria clareza. Defuma-me, faz-me fuligem, me queima, como a ti é que te queimo inteiro, e te amo. Te destruo, me destrói inteiro, também, em pontuais, repetidas vezes.
Cá vivo, seu escravo, seu dono. Sua força, minha escolha, não o abandono, não me abandones, não me abandona jamais! Contrários, em nossa guerra própria, defenda comigo o direito de nos trucidarmo-nos. Defenda comigo o meu direito do mal. Do mal, que é meu, e seu, e que diariamente o escolho, me escolha: a liberdade.
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