O que há que há que pia como pássaro engaiolado sob os seus modos contidos? E sobre o pássaro mesmo que enclausurado ele voa? E o que é que é que o seu corpo me entoa nesse canto mudo, som não verbal, tudo o que o céu sabe do pássaro é verdade mesmo que não saiba o pássaro?
Eu sou eu sou o céu para onde você poderia voar ou sou eu sou o céu será sua derradeira gaiola? A liberdade será gratificante ou aterradora? Pássaro preso mesmo que não voa ainda é pássaro? Asa do pássaro que nunca conheceu o céu é asa?
O que há que há no céu que não há nada e pássaro nenhum voa existirá céu mesmo que inabitado céu existirá? Será o céu o fim do pássaro ou pássaro se acostuma ao céu gradeado e assim contido o pássaro ainda se lembrará do céu?
Eu sou eu se seu o céu será que promessa de vida será o céu se seu? Tão amplo e sem beiras todo em ar e sem memórias. Que promessa de vida sou eu o céu será se em si céu não é vida? Sem pássaro céu não é nada.
E o pássaro sem céu será pássaro será vida? Céu sem pássaro é liberdade esquecida. E para o pássaro o que o conforto da gaiola significa? Terá o pássaro conscientemente se retido? E escolhido a vida do seu carcereiro? Pássaro engaiolado é o homem refletido.
Se seu eu seria o céu, seu limite, o infinito. Se só, inexisto céu.
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