quinta-feira, 31 de maio de 2012
Justiça
Onde está ela? Essa moça bela. Mamas fartas, braços ágeis, onde está ela? Quem a escondeu? A mataram a bela justiça? Onde está ela? Eu me pergunto, meu amigo. O seu peso exato, sua medida perfeita por ser razoável, a justiça, pronta a alimentar as almas dos homens, guiá-los através dos dias, criando o senso de plenitude para vida, abrindo caminho para a felicidade. Só através dela, dessa moça bela, seguindo seus passos seria possível um mundo bom. Onde está ela? A enforcaram? Com a gravata dos advogados? Oh! A difamaram através das manchetes repetitivas dos jornais? Oh! A ludibriaram pelos caminhos obscuros da política? Ela se enterrou em Brasília? Abandonou o Brasil? Onde está ela? Sangrou o sensacionalismo da TV? Está presa em um congestionamento das necessidades? Perdeu o voo para cá? Não aportou. Aportará? Oh, Justiça. Não há resposta, só há a pergunta, meu amigo: Onde está ela? Porque ela, meu amigo, é uma pergunta eterna, “Onde está ela?” meu amigo, porque ela quando ameaçada sim se esconde, sempre para manter sua integridade, sempre quieta e escondida em nossos corações quando não há meios, meu amigo, “Onde está ela?”, é uma pergunta eterna, e a resposta sucedendo a pergunta todos os dias morre silenciada fundo nos nossos corações.
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